Inspirado pela música "Boku no Ohisama" ("My Sunshine"), da dupla folk Humbert Humbert, o cineasta narra neste, que é o segundo longa da sua carreira, a história do pequeno Takuya (Keitatsu Koshiyama). Aos 9 anos, o menino pena para acompanhar os demais colegas, entusiasmados com os treinos de hóquei no inverno. Embora não leve muito jeito para o esporte, Takuya descobre na pista de patinação algo novo ainda mais empolgante ao assistir às coreografias graciosas da jovem Sakura (Kiara Takanashi).
Atento ao interesse do menino, o treinador Hisashi Arakawa (Sôsuke Ikematsu), ex-campeão da patinação artística, decide acolhê-lo e treiná-lo como parceiro de Sakura. Mais do que ensiná-lo, porém, a atitude do professor provoca o desabrochar destes três personagens, levando-os a formar um laço profundo e simbólico.
A seguir, confira 5 motivos para assistir a SOL DE INVERNO:
1. SENSIBILIDADE COMOVENTE: Não se engane pela simplicidade da trama de SOL DE INVERNO. Por mais que soe cotidiano, o longa estabelece com seus espectadores uma conexão íntima ao expor em tela sentimentos profundamente humanos. Com cuidado, o diretor coloca o público para, primeiro, compartilhar a mesma solidão dos seus protagonistas. Mas, aos poucos, o encontro improvável entre eles abre espaço para uma admiração, um entusiasmo e um conforto que comove quem está no cinema. Afinal de contas, há uma beleza autêntica no modo espontâneo como três pessoas, que aparentemente não tem nada em comum, podem achar abrigo e carinho umas nas outras.
2. UM OLHAR DIFERENTE PARA O ESPORTE NO CINEMA: Tradicionalmente, os esportes vão para as telonas atrelados a uma ideia de superação calcada na competitividade, na dor e na batalha violenta do atleta contra si mesmo. No entanto, SOL DE INVERNO escolhe olhar para essa faceta da prática esportiva com um olhar mais gentil e, por isso mesmo, original. Distante dos tropos clássicos deste subgênero, o diretor foca em retratar como seus três protagonistas formam um triângulo harmonioso e, juntos, encaram seus obstáculos pessoais. Trata-se, portanto, de um filme de esporte diferente, fora do convencional. |
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