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5 MOTIVOS PARA ASSISTIR A SOL DE INVERNO, NOVO FILME DO DIRETOR HIROSHI OKUYAMA

 

Joia escondida do Festival de Cannes, longa narra história sensível sobre descobertas, amizade e a beleza dos momentos passageiros

Depois de passar por grandes festivais internacionais, como Cannes, Toronto e a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, SOL DE INVERNO já está em exibição nos cinemas brasileiros. Com um olhar delicado e generoso, o diretor japonês Hiroshi Okuyama registra a beleza de encontros que, mesmo passageiros, marcam as pessoas de maneira duradoura.

Nesta quinta-feira (23), o filme estará em cartaz nas seguintes cidades: Aracaju, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Maceió, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.


Inspirado pela música "Boku no Ohisama" ("My Sunshine"), da dupla folk Humbert Humbert, o cineasta narra neste, que é o segundo longa da sua carreira, a história do pequeno Takuya (Keitatsu Koshiyama). Aos 9 anos, o menino pena para acompanhar os demais colegas, entusiasmados com os treinos de hóquei no inverno. Embora não leve muito jeito para o esporte, Takuya descobre na pista de patinação algo novo ainda mais empolgante ao assistir às coreografias graciosas da jovem Sakura (Kiara Takanashi).

Atento ao interesse do menino, o treinador Hisashi Arakawa (Sôsuke Ikematsu), ex-campeão da patinação artística, decide acolhê-lo e treiná-lo como parceiro de Sakura. Mais do que ensiná-lo, porém, a atitude do professor provoca o desabrochar destes três personagens, levando-os a formar um laço profundo e simbólico.

A seguir, confira 5 motivos para assistir a SOL DE INVERNO:

1. SENSIBILIDADE COMOVENTE: Não se engane pela simplicidade da trama de SOL DE INVERNO. Por mais que soe cotidiano, o longa estabelece com seus espectadores uma conexão íntima ao expor em tela sentimentos profundamente humanos. Com cuidado, o diretor coloca o público para, primeiro, compartilhar a mesma solidão dos seus protagonistas. Mas, aos poucos, o encontro improvável entre eles abre espaço para uma admiração, um entusiasmo e um conforto que comove quem está no cinema. Afinal de contas, há uma beleza autêntica no modo espontâneo como três pessoas, que aparentemente não tem nada em comum, podem achar abrigo e carinho umas nas outras.

2. UM OLHAR DIFERENTE PARA O ESPORTE NO CINEMA: Tradicionalmente, os esportes vão para as telonas atrelados a uma ideia de superação calcada na competitividade, na dor e na batalha violenta do atleta contra si mesmo. No entanto, SOL DE INVERNO escolhe olhar para essa faceta da prática esportiva com um olhar mais gentil e, por isso mesmo, original. Distante dos tropos clássicos deste subgênero, o diretor foca em retratar como seus três protagonistas formam um triângulo harmonioso e, juntos, encaram seus obstáculos pessoais. Trata-se, portanto, de um filme de esporte diferente, fora do convencional.

3. UM DIRETOR PARA FICAR DE OLHO: Com apenas dois longas-metragens no currículo, Jesus e SOL DE INVERNO, Hiroshi Okuyama pode até ser um diretor novato. Contudo, a maneira como conduziu ambos os projetos, compondo os quadros de maneira delicada e intencional e trabalhando tão bem com atores mirins, rendeu ao jovem cineasta japonês comparações com Hirokazu Kore-eda, diretor dos aclamados Monster e Assunto de Família. Por isso, vale a pena ficar de olho neste e nos próximos projetos de Okuyama, que demonstra todo seu talento ainda no roteiro, na fotografia e na montagem de SOL DE INVERNO.

4. CONEXÃO PESSOAL: Ainda que a fagulha do filme tenha sido a música de Humbert Humbert, a sensibilidade de SOL DE INVERNO se deve também à forte influência das experiências pessoais do diretor. Por exemplo, como Takuya, ele também começou a praticar patinação artística quando criança, depois de se encantar com a habilidade da sua irmã. "Lembro de ver as meninas patinando de forma brilhante e pensar que gostaria de dançar como elas", conta. Por isso, por mais que a história não seja baseada em fatos, é palpável o quão genuínos são os sentimentos dos três protagonistas.

5. CRÍTICA INTERNACIONAL: Em Cannes, a crítica internacional não economizou elogios para SOL DE INVERNO. Destacando a habilidade do cineasta de dirigir jovens atores, o Hollywood Reporter chamou o filme de "joia escondida" na programação do festival. Já a Variety pontuou o senso estético apurado da produção, afirmando que nada na composição visual “parece aleatória ou menos que perfeita”.

Já o Screen Daily destacou os subtextos do filme e a maneira como Hiroshi Okuyama discute o machismo e a homofobia velada na sociedade japonesa. Além disso, descreveu SOL DE INVERNO como um filme de "aquecer o coração".

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